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As perguntas numa apresentação
 

Sou um apaixonado pelo Rádio. Tive a oportunidade de trabalhar em algumas emissoras e cheguei até a ministrar treinamentos para futuros locutores. Em nossos cursos, contávamos com a participação de veteranos do Rádio. Sempre gostei de ficar dentro da sala junto aos alunos para assistir às aulas dos nossos instrutores. Uma aula que me chamou muito a atenção foi a ministrada pelo Marcos, um dos melhores profissionais de Rádio que já conheci. Ele é jornalista, professor universitário e locutor com passagem pelos melhores veículos de comunicação de Minas Gerais. Em suas aulas, ele falava sobre a história do Rádio, os melhores locutores de todos os tempos e dava ainda várias dicas aos alunos sobre como ser um bom comunicador. É bem provável que naquela manhã de domingo, com toda a sua experiência, o meu amigo Marcos não esperava por aquele comentário inconveninete. Uma aluna, sentada nas primeiras cadeiras da sala, levantou o dedo para falar alguma coisa. Marcos, com toda a sua simpatia e educação, permitiu que a aluna interagisse. Porém, ele ouviu dela o seguinte comentário: "Nossa, Marcos! Eu sempre fui sua fã, adoro seus programas no Rádio e acho linda a sua voz. Agora, eu imaginava uma outra pessoa. Nossa, mas você é feio, hein!?".

Diante desta situação qual seria a sua resposta?

Cada vez mais as pessoas fazem perguntas e comentários inesperados. Antigamente, a maioria dos ouvintes tinha receio de fazer perguntas, agora a realidade é outra. Aquele que fala deve tomar muito cuidado para não inverter os papéis, ou seja, de vítima passar a ser agressor. A linha que separa a vítima do agressor é muito tênue. O orador precisa ser equilibrado, para não cair nas armadilhas que existem e sempre vão existir nas apresentações em público.

Imagino que você esteja curioso para saber como o Marcos se saiu daquela saia justa, após o comentário indesejável e infeliz da aluna. Vamos analisar as opções que ele tinha: a primeira opção seria convidá-la a assistir à aula com o Reynaldo Gianecchini; outra opção seria devolver na mesma moeda dizendo que ela também não era nenhuma Juliana Paes e outra atitude a ser tomada seria ignorar e continuar a aula. Mas Marcos, com todo o seu profissionalismo, deu uma aula de como lidar com saias justas no momento da apresentação.

Ele respondeu da seguinte forma: "Adriana, interessante esse seu comentário, pois essa é a maior virtude do Rádio, ele é o único veículo de comunicação que dá a oportunidade aos feios de mostrarem o seu talento, por isso venha comigo esconder-se atrás do Rádio. Não é isso pessoal? Peço neste momento uma salva de palmas para o Rádio e... Viva o Rádio!". O pessoal fez a maior festa. Todos riram muito  e ninguém ficou constrangido. 

Naquele momento, para quem estava fazendo um curso para radialista, a resposta foi bastante apropriada. Marcos foi sutil e inteligente em sua resposta. Seja sensato ao lidar com as perguntas. Caso perceba certa hostilidade por parte dos ouvintes procure reformular a questão e responda com destreza, assim como Marcos fez.

Outra situação muito comum nas apresentações é o aluno tentar competir com o professor. Caso sinta que o ouvinte fez a pergunta, porque deseja aparecer no ambiente – comece a observar, cerca de 90% das melhores perguntas são feitas por pessoas que já sabem a resposta – devolva a pergunta àquele que a fez dizendo: "Qual é a sua opinião sobre esse assunto?". Dê a ele a oportunidade de mostrar aos ouvintes sua posição sobre o tema estudado, pois, caso contrário, ele não vai lhe dar sossego. Quando o ouvinte faz uma pergunta que você não está muito seguro para responder, é possível pedir ajuda aos participantes, exemplo: "Qual a opinião de vocês sobre esse novo tema?". Na maioria das vezes, os participantes vão começar a interagir e bastará ao orador ter a habilidade de selecionar as melhores respostas.

Uma dica importante é combinar com os ouvintes, no início do desenvolvimento e não no começo da fala, que no final você abrirá espaço para as perguntas. Muitas dúvidas são elucidadas durante a fala, diminuindo consideravelmente o número de perguntas e interrupções durante a explanação. O melhor momento para responder às perguntas é antes da conclusão. Você pergunta para os ouvintes se existe alguma dúvida. Responde o que for necessário e segue para o encerramento.

Jamais fique insistindo com os ouvintes para que façam perguntas. Já flagrei palestrantes, durante as apresentações, sentarem e dizerem: "Agora, quero ouvir as perguntas de vocês!". Naquele momento, paira o maior silêncio no ambiente, o orador fica constrangido e começa a indicar as pessoas para que façam perguntas, exemplo: "Eu sinto que vocês querem fazer perguntas. Deixem de vergonha e façam perguntas". Um ou outro ouvinte, por dó ou benevolência, fará alguma pergunta para não deixar o orador tão sem graça.

Como dica final, não invente respostas. Tenha a hombridade de dizer que não sabe. Ninguém é obrigado a saber tudo, mas esteja preparado para as perguntas relacionadas à sua apresentação. É possível prever e treinar com antecedência as respostas para os possíveis questionamentos que poderão surgir durante a fala. 

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