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Gestos corretos e postura adequada facilitam a comunicação
 

Os primeiros estudos científicos sobre linguagem corporal foram feitos por Charles Darwin e publicadas no livro “A expressão das emoções em homens e animais”. Darwin defendia que os mamíferos demonstravam suas emoções através de expressões faciais. A linguagem corporal foi uma das primeiras formas de comunicação humana e continua sendo uma das mais fortes e expressivas.

Os gestos e as expressões faciais falam muito mais do que as palavras. Albert Mehrabian, pioneiro em pesquisas sobre linguagem corporal, em estudos de 1950 apurou que a mensagem na comunicação interpessoal é transferida na seguinte proporção: 

7%  VERBAL – Somente as palavras.   

38%  VOCAL – É o tom de voz, a velocidade, o ritmo, o volume e a entonação. 

55%  NÃO VERBAL – Incluem os gestos, as expressões faciais, a postura e as demais informações expressas sem palavras.

Os cuidados com a postura devem começar antes mesmo do início da apresentação. Suas atitudes, semblante, gestos e olhar estarão sendo observados pela plateia. O seu comportamento antes da fala poderá influenciar positivamente ou negativamente o interesse dos ouvintes em relação a sua presença naquele ambiente. Esteja atento a tudo o que acontece no local. Demonstre através do olhar, do semblante e do sorriso, que você está feliz em estar com aquelas pessoas. Comporte-se de modo a passar uma imagem positiva aos ouvintes, antes mesmo de se dirigir à frente do auditório.

Ao dirigir-se para o palco não demonstre aos ouvintes que está nervoso ou inseguro. Ande com determinação e mantenha uma postura segura. O auditório será mais receptivo e ficará na expectativa de receber uma boa mensagem.

OS GESTOS

O compromisso de estudar, desenvolver, treinar e aperfeiçoar a postura e os gestos deverá ser encarado com muita dedicação e profissionalismo pelo orador. Seus gestos não servem apenas para se comunicar com os outros, mas com você mesmo também. Não é nenhum segredo que nós rotineiramente usamos as mãos e outras formas de linguagem corporal para nos comunicar com os outros, mas a novidade é que não gesticulamos apenas para transmitir informações para os outros; nós também gesticulamos para nós mesmos. Por exemplo, gesticulamos enquanto falamos ao telefone, mesmo que a outra pessoa não possa ver-nos.

A gesticulação obedece mesmo a um processo natural e espontâneo que trabalhará para complementar e conduzir a mensagem sem que o auditório o perceba conscientemente. Pensamos na mensagem, ao mesmo tempo que informamos ao corpo o movimento a ser executado. A gesticulação não deve parecer que foi treinada e programada para a fala do orador. Desenvolver o autoconhecimento, aprender a sentir o próprio corpo, saber do que ele é capaz, observar suas dimensões e seus limites, ter consciência da sua força para identificar o pensamento e o sentimento e ainda descobrir suas possibilidades de expressão; verificar como ocorre o movimento dos braços, das pernas, da cabeça; enfim, sentir como age e reage o próprio corpo e, aí sim, gesticular bem.

FIQUE ATENTO!

  • Cada gesto deverá corresponder a uma ideia ou informação predominante e não a cada palavra. Exemplo: Estamos aqui reunidos para estudar. Não devo, portanto, fazer um gesto para nós, outro para estamos, outro para aqui etc. Bastará um gesto com as duas mãos abertas, indicando para baixo, quando pronunciar a palavra “aqui”.  
  • Repito! Os gestos devem representar ideias. Exemplo: Vamos analisar a ideia de tempo. Para interpretar uma informação referente ao passado, podemos usar a mão fechada com o dedo polegar esticado apontando para trás na altura do ombro.
  • Quando coloco a mão fechada com o dedo indicador apontando para baixo estarei representando a ideia de presente. A ideia de futuro poderá ser representada com o braço esticado para frente com a mão fechada e o dedo indicador apontando para frente.
  • Os gestos funcionam como se fossem um veículo transportador dos nossos pensamentos. Gestos incorretos comprometem o entendimento dos ouvintes, geram hostilidade e prejudicam o bom andamento da apresentação. Mesmo em silêncio, transmitimos muitas informações a nosso respeito.
  • Evite os movimentos alheios. É o que você faz e não percebe que faz. Exemplo: ficar girando a aliança, mexer no relógio repetidas vezes, ficar torcendo o botão do paletó, ficar com as mãos nos bolsos durante muito tempo, entre outros gestos desaconselháveis.

O TAMANHO E A INTENSIDADE DOS GESTOS

Diante de uma plateia numerosa, com pessoas despreparadas ou em ambientes abertos, procure utilizar gestos mais largos, mais abundantes. Quando falar para pessoas cultas, pequena plateia ou ambiente fechado, use gestos menores e moderados. Procure não erguer muito a cabeça para não transmitir autoritarismo, arrogância, prepotência. Sugiro ainda que não fale olhando para o chão demonstrando baixa autoestima ou medo de encarar as pessoas. O ideal é o meio termo, ou seja, um ângulo de 90° é o mais indicado.

O que compromete a postura e os gestos são os movimentos repetitivos. Por exemplo: ficar cruzando os braços e colocar as mãos nos bolsos em excesso ou, ainda, ficar cruzando os braços atrás das costas poderá incomodar os ouvintes. Agora, se uma vez ou outra você cruzar os braços, colocar os braços atrás das costas ou a mão no bolso, desde que seja por um curto espaço de tempo, pode até mesmo ser indicado. Comportamentos assim fazem parte da naturalidade. Lembre-se: o que compromete é o excesso de um mesmo gesto ou de uma mesma postura.

CUIDADO COM OS MOVIMENTOS ALHEIOS

Há oradores que produzem movimentos alheios à mensagem que colocam para o público. A impressão que temos é de que executam atividades distintas, uma com as mãos, outra com as palavras.

Fecham as mãos em forma de concha, entrelaçam os dedos, prendem uma das mãos com a outra ou seguram a gola do paletó com tal frequência que chegam a irritar o auditório. Alguns ficam mexendo na pulseira do relógio, tirando e pondo a aliança, segurando a caneta, estalando os dedos, alisando os cabelos, entre outros.

Sugiro que peça alguém da sua confiança para que veja sua apresentação e observe se existe algum movimento alheio ou gesto inconsciente. Gravar suas apresentações também é muito indicado, pois terá a oportunidade de analisar como estão sendo produzidos os seus gestos.

OS DETALHES QUE SOBRESSAEM

Pulseiras reluzentes, grandes anéis e outros acessórios que sobressaiam muito aos olhos da plateia costumam desviar a atenção, tirando a concentração dos ouvintes. Se um desses detalhes estiver atrapalhando a sua exposição, não tente escondê-lo durante a apresentação, retire-o antes de falar.

O QUE FAZER COM BRAÇOS E MÃOS NO COMEÇO DA FALA

Braços ao longo do corpo é uma posição inicial que dá bons resultados. Os braços ficam naturalmente ao longo do corpo sem se movimentar, enquanto você inicia sua fala. Depois de pronunciar as primeiras palavras, com a adrenalina assentada, durante uma pequena pausa poderá soltar os gestos.

O primeiro movimento poderá ser realizado apenas com um dos braços, para simplificar a gesticulação, e depois, já mais à vontade, com os dois. É evidente que, se você estiver confiante, poderá iniciar logo o movimento com os dois braços.

Outra forma indicada para começar a apresentação é colocar uma das mãos sobre a outra, cruzadas em forma de concha, como se estivesse protegendo um pequeno bichinho de estimação. As mãos devem ser colocadas na frente do corpo acima da linha da cintura. Em alguns momentos você poderá soltar as mãos, dar ênfase em alguma informação importante e voltar para a posição inicial. Essa orientação é indicada principalmente no começo da fala quando o orador estiver pouco à vontade no ambiente.  

AS PERNAS

As pernas dão sustentação ao nosso corpo e podem, dependendo do posicionamento, tornar a postura um elemento positivo na sua comunicação ou, ao contrário, ser um fator tão desfavorável que poderá mesmo destruir toda a sua apresentação. Normalmente as pernas deverão ficar afastadas a uma distância de aproximadamente um palmo (cerca de 20 centímetros), o que dará um bom equilíbrio ao corpo e promoverá uma postura elegante. Se uma das pernas estiver um pouco à frente, o equilíbrio poderá ser maior.

Procure equilibrar o seu peso de forma igual para ambas às pernas, para uma postura mais elegante. Sendo possível, filme você falando, para que veja como estão seus gestos e a postura. Se algo chamar a atenção, é sinal de que precisa fica mais atento ao que tem feito diante das pessoas. Sugiro ainda que o orador não se comporte como uma estátua. A movimentação deve existir. O único cuidado é ter consciência do objetivo da movimentação. Se for para melhorar a participação junto aos ouvintes, ou provocar a aproximação para facilitar o trabalho de convencimento, ou para chamar a atenção, ou despertar o interesse de um determinado segmento da plateia, estará correto.

Agora, se a movimentação não tem nenhum objetivo e você anda só por andar, provavelmente estará errada. Uma boa estratégia é dar dois ou três passos para o lado direito ou para o lado esquerdo, sempre que você mudar de assunto. Preste muita atenção! Só mudamos de lugar quando mudamos de assunto. Nada de ficar andando de um lado para o outro, repetidas vezes, parecendo um passarinho enjaulado. O excesso de movimento incomoda os ouvintes e deixa o orador mais nervoso. Essa dica é muito semelhante ao comportamento dos apresentadores de telejornais quando eles mudam de uma notícia para outra. Eles  sempre mudam o olhar e a posição do corpo para uma câmera diferente quando abordam uma nova informação. 

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